2026-06-13, Ribeirinha, Lançamento

Sou muito pródigo no meu silêncio. No entanto, faço uma pausa para deixar alguns apontamentos para o que foi (e ainda está a ser) um dia/momento feliz, em família e com família, amigos, conhecidos e desconhecidos que se tornam amigos, apenas porque ainda não nos conhecíamos.

Há 15 anos recebi um convite do Norberto (sempre ele, amigo, incentivador, impulsionador) para escrever uma história a propósito do Dia Internacional das Florestas. O que ele fez com a história e os alunos embeveceu-me, como sempre. Da gaveta às serenas ilustrações da Cristina Vilarinho (artesã, designer, ilustradora e amiga), decorreu uma década. E daí às bibliotecas dos agrupamentos escolares e às mãos dos alunos do 4º ano do 1º ciclo dos cinco concelhos abrangidos pelo PNRVT, terá decorrido o tempo necessário para rebentar em flor um sonho, um fruto cujo sabor ainda trago em forma de suspiro.

Ser acolhido pelo Município de Vila Flor, (muito obrigado Ana Sofia Ramos), na Ribeirinha onde, há 16/17 anos, passei de travessa em travessa (novamente com o Norberto, amigo, incentivador, impulsionador. E amigo, já o tinha dito?) em frente ao apeadeiro com um bloco cheio de apontamentos e uns sonhos numa ou noutra página. 

Num território saído de um reino maravilhoso, dois daqueles sonhos embrionários nasceram amparados pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua (este, "A árvore Sabedoria", no âmbito do projecto Junto à Terra, Semear+Cedo) e a quem (Parque, Região, Tua e Pessoas) devo um agradecimento profundo, personificando-o no seu director, António Marques e à equipa que comigo contactou: Letícia Fernandes, Ari Neiva e Ana Fragoso. 

A simplicidade genuína das pessoas é salvaguardada pelos trabalhos de Presidentes de Junta, do Povo, para o Povo, como a União das Juntas de Freguesia de Vilas Boas e Vilarinho das Azenhas, que calorosamente receberam-me, à minha família e à Cristina Vilarinho. As pessoas são imortalizadas e acarinhadas por trabalhos de proximidade valiosos, como a Rádio Ansiães na voz (e simpatia abnegada) do Filipe Rikardo e o Canal Ntv. Obrigado à comunidade local, um hino à sabedoria que, em animadas versões populares de músicas imortais coloriram também o meu imaginário. Agradeço também às pessoas e associações que comigo falaram, portadores do mérito de um trabalho de resistência em prol de uma região e das suas pessoas, jovens e menos jovens.

Um agradecimento à minha família (Dinis, Elvira, Anabela, Helder Cruz, Dinis e Ana), por tudo, mas também pela cumplicidade (e paciência) em seguir-me (e guiar-me) por/para onde quer que vá.

Todos, nesta tarde de 13 de Junho, na ensolarada Ribeirinha (não poderia ser noutro local), junto a um Tua que merece ser imortalizado pelas memórias submersas de um mundo (e as pessoas que o compõem) que não pode ser esquecido, entre o coaxar das rãs e o calor humano, contribuíram para um momento inesquecível e que levarei comigo, sempre. 

Provavelmente esqueci-me de algo/alguém. Se o fiz, peço desculpa.

Irei partilhar aqui (e posteriormente) alguns momentos/links do lançamento do livro, não por hedonismo, mas porque foi simples. E muito bonito.

A "A árvore Sabedoria", história simples para tempos complexos, tem, na última palavra do livro, aquele que (além de um abraço) considero ser o mais simples remédio, solução e desafio para as nossas vidas, quotidianas, pessoais e grupais.

Vemo-nos por aí, nas margens de um rio ou sob as árvores, enquanto o Céu não precisar de nós.

Fiquem bem.

Obrigado.



 

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